Saúde mental depende muito do que você come.

Alimentos para o cérebro

A qualidade da alimentação afeta diretamente nossa saúde mental e emocional.

Um cérebro bem nutrido e hidratado estará mais protegido, evitando doenças ou mesmo cooperando no tratamento de algumas delas.

Em nosso estilo de vida, o comportamento alimentar apresenta uma grande influência na saúde e na doença.

A pelo menos 5 mil anos, os orientais associam a alimentação como fonte promotora da saúde e com propriedades capazes de alterar e modular os estados de humor. Na sociedade ocidental, o interesse por este conhecimento teve inicio no século XX, quando pesquisas sobre nutrição demonstraram sua importância nos tratamentos convencionais de problemas de saúde.

Os desgastes causados em nosso corpo pela grande exposição ao estresse físico e ambiental acarretam prejuízos significativos ao equilíbrio bioquímico responsável pela integridade física e mental do nosso organismo. Tais desgastes são intensificados ainda mais pela moderna dieta ocidental, rica em alimentos açucarados, gordurosos, pobres em fibras, vitaminas, minerais e ácido graxos essenciais.

Os efeitos dos alimentos sobre a mente têm como base evidências científicas que partem do princípio de que o consumo equilibrado de minerais, vitaminas e gorduras essenciais são importantes para o bom funcionamento do cérebro. Os inúmeros estudos produzidos com o intuito de comprovar a relação entre saúde mental e estado nutricional, apontam a atuação de determinados alimentos na prevenção e auxilio na recuperação da saúde mental, entre os quais transtornos como esquizofrenia, depressão, Mal de Parkinson, Alzheimer, Síndrome do Déficit de Atenção, bipolaridade e alterações de humor.

A deficiência nutricional acarreta envelhecimento cerebral precoce e doenças neurodegenerativas. Mudanças nos hábitos alimentares e suplementação adequada, são intervenções que demonstram melhora nos resultados de tratamentos em pessoas com distúrbios mentais.

O papel da nutrição no comportamento humano é manter o equilíbrio no fornecimento dos nutrientes essenciais para a química do cérebro, deixando claro que o estado nutricional está intimamente relacionado à manutenção de uma boa saúde mental.

Substâncias como os antioxidantes são importantes neutralizadores dos radicais livres no cérebro e estão presentes em vários alimentos, especialmente nos de origem vegetal como hortaliças, cereais, leguminosas e frutas.

Tomando antioxidantes como exemplo, uma alimentação rica nessas substâncias protege o cérebro e faz com que ele funcione melhor. Durante pesquisas, testes cognitivos apresentaram resultados mais favoráveis em participantes que apresentaram níveis sanguíneos dos nutrientes com índices elevados de ácidos graxos ômega-3 e altos níveis  de vitaminas C , D , E e complexo B. O pior desempenho cerebral foi associado aos participantes com maior ingestão de gorduras trans.

A constituição do cérebro humano é praticamente de gorduras, importantes na formação dos neurônios. Nessa estrutura é essencial a participação do nutriente Ômega 3 – Anti-inflamatório, antioxidante e neuroprotetor, melhora a aprendizagem, a memória e as funções cognitivas complexas. Estudos demonstram que a suplementação tem sido eficaz na prevenção e no tratamento adjuvante da depressão, depressão pós-parto, doença de Parkinson, bipolaridade, esquizofrenia entre outras.

O ômega 3 tem como suas principais fontes alimentares os peixes de águas profundas e frias como salmão, atum, cavala, arenque, sardinha.

Ainda podemos contar com outras fontes de ômega 3 encontradas nas sementes de linhaça, prímula e chia.

Outras substâncias também ganham destaque importante para o desempenho das funções cerebrais.  São eles:

– Ácido fólico (as melhores fontes alimentares são folhas verde-escuras, soja, fígado, feijão, lentilhas, ervilhas, brócolis, cereais, levedo de cerveja).

– Flavonóides (fontes alimentares: chocolate amargo 70%, chá verde, vinho tinto e suco de uva integral, maçã, frutas vermelhas, espinafre, couve, vagem, brócolis, cebola, grãos, nozes, azeite extra-virgem, tomilho, orégano, alcachofra).

– Micronutrientes como o Zinco (encontrado em alimentos de origem animal: mariscos, peixes, ostras, ovos, carnes vermelhas); Selênio (a castanha-do-brasil é considerada a melhor fonte deste nutriente, boas quantidades também são encontradas no frango, peixe, ovos e carne bovina); Ferro (fontes alimentares de origem animal – gema de ovo, fígado, carnes e vísceras de cor vermelha: fonte de origem vegetal – leguminosas, vegetais verdes e folhosos; Fósforo (presente principalmente no leite e seus derivados, ovos, peixes, amendoim).

Não permita que seu cérebro envelheça!

Mude seus hábitos!

Uma alimentação variada e equilibrada, rica em antioxidantes, associada à atividade física e cerebral, são fundamentais para a manutenção de uma perfeita saúde mental.

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Publicado em Nutrição, Saúde

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